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  • Donata Meirelles

Tire o pijama, já!



Se antes estar em casa significava vestir qualquer coisa, hoje não mais. Isso porque, para aqueles que têm o privilégio de passar a quarentena em casa, o espaço se tornou lugar de trabalho, de lazer, da escola dos filhos – e de basicamente todas as atividades que se pode fazer atualmente. Por isso o pijama ou o moletom velho não “cabem” nos variados tipos de afazeres domésticos. A escolha da roupa para ficar em casa vai muito além da questão estética, há uma importante questão cognitiva.


Em um estudo coordenado por Adam D. Galinsky, então professor da Kellogg School of Management da Northwestern University, foi descoberto que a experiência de vestir determinadas peças de roupa eram gatilho para conceitos abstratos e, portanto, exerciam influências sobre o comportamento do usuário. Em outras palavras, foi deduzido que se incorpora o significado simbólico do vestuário.



A pesquisa consistia em analisar a atenção seletiva e atenção sustentada de dois grupos de participantes, um que vestia um jaleco branco e um que não vestia e permanecia com suas próprias roupas. O resultado do primeiro experimento foi que o grupo que vestia o jaleco tinha atenção seletiva melhor que o outro grupo. O segundo experimento englobava só os de jaleco, e concluiu que àqueles que foram designados jalecos ditos “de médico” tinham melhor atenção sustentada do que aqueles com jalecos ditos “de pintor”, mesmo que as peças fossem perfeitamente idênticas.


Nessa linha de pensamento, fica claro o efeito psicológico do que vestimos, mesmo que ninguém vá ver o seu look. Passar o dia de pijama ou com uma roupa qualquer não vai mandar a mensagem “trabalho” para o cérebro da mesma forma que se vestir de acordo com sua profissão e como se o destino fosse um escritório externo. Quando se veste a roupa, se veste o papel que ela representa.


Em uma situação de estresse constante que representa a pandemia, a produtividade e capacidade de atenção tende a cair. Então por que não colocar um esforço na escolha das roupas logo de manhã para tentar combater o mormaço emocional que faz todos os dias parecerem iguais? O que está acontecendo lá fora é incontrolável, mas pelo menos o que se veste está ao alcance de cada um. Mande essa mensagem para o cérebro, que já tem mudanças demais para processar.

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